<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288</id><updated>2011-04-21T14:22:23.554-07:00</updated><title type='text'>piadas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-6454037129965339187</id><published>2008-08-17T09:02:00.001-07:00</published><updated>2008-08-17T09:02:47.144-07:00</updated><title type='text'>Como disse o Adão Pintado...!</title><content type='html'>...foi quando o Zeferino, depois de ter vivido seus quinze anos só nos campos e na volta daquela estância onde o pai era o encarregado por já quase quarenta anos, ganhou do patrão, seu padrinho, uma viagem à cidade, levado pelo motorista que o colocaria”em cria”, era a principal recomendação.&lt;br /&gt;                   Passados dois dias estavam de volta. O patrão, um homem bom e que gostava das coisas certas, interpelou o Zeferino à respeito dos detalhes  e do desenrolar do seu presente de aniversário. O rapaz que havia aprendido o abecê numa escolinha rural, por isso tinha uma natural dificuldade de expressão, era encabulado e além do mais, era fanha, mas a seu modo atendeu as pretensões e perguntas do seu padrinho.E lascou:&lt;br /&gt;--Bahhff,padriffnhof, tafa muitoff bãoff.Fizemo as otras coisa que tinhahff praff fazeff i fumohff prah zonahff. Era umasff dessaffs casaff, tudoff de cor berrantehff, umasff luzinhahff vermeiahff nasff portahff e umashff muiéhff nashff janelahff qui começarohff a nus chamáhff, abanandohff assimhff e aíff entramohff numa delashff. Pedimu uma cervejahff e uma delashff se aproximouhff e começouhff ahff mehff bulináhff; botouhff a mãohff no meuhff joelhohff e escorregouhff pelo meu entrepernahff e logohff, logohff armeihff a barracahff. A bandidahff então me levouhff pro quartohff, pelouhff forahff as minhas pilchahff, me atirouhff  enriba dumahff camahff, se pelouhff, montou im mimhff e começouhff a corcovearhff e eu padrinhohff, aih...,aih...., comohff tafahff bãohff!!!!&lt;br /&gt;                   E dessa forma o Zeferino, que até então só havia introduzido&lt;br /&gt;o seu insaciável, de cima abaixo, em toda a escala zoológica campeira e doméstica, foi finalmente inaugurado na vida mundana e"sequessual" racional.&lt;br /&gt;                   O tempo prosseguiu, ora a trote, ora a galope, o Zeferino ainda compareceu duas ou três vezes mais à cidade, mas nunca, confessadamente, com emoções iguais à primeira vez, até que terminou de crescer,virou homem adulto e o padrinho lhe deu outro presente, agora aos 20 anos: uma consulta na capital com um especialista que lhe resolvesse o problema da fala, o que acabou em cirurgia corretiva de uma fenda no céu da boca(lá dele) e a conseqüente cura da sua fanha.&lt;br /&gt;                   Alguns anos depois, com o pai e o padrinho passados dessa para melhor, sem a mesma velha sombra, arrendou as bracinhas que lhe tocaram e de tanto tomar o gosto da cidade, acabou indo reforçar o grosso cinturão periférico da sociedade urbana. Casou, teve uma penca de filhas e um filho e viveu por muito tempo amargando a saudade do seu tempo de guri, saudade da estância, da roça do pai, das caçadas, coisas de nunca mais. Gastava pouco, ganhava quase nada, fazia alguma changa, tropeada ali por perto, marcação, serviço grande quando solicitado; se escorava no pouco que tinha mas gostava disso.Uma vez questionado, respondeu com sua voz nova e rouca:---O meu negócio é trabalhar bem pouquinho e ganhar bem pouquinho, não é seu Lence? E arrematava sempre com um "pois não, sim senhor".&lt;br /&gt;                   A vida na cidade, por melhor que o tratasse, nunca lhe conferiu um certo polimento que fosse, permaneceu meio irascível, desconfiado e tosco, o que confirma esse relato ainda do tempo em que os filhos eram pequenos. Sucede que ele entrou num armazém e ao cruzar com alguém na porta do estabelecimento, este lhe perguntou:--O senhor tem horas? Ao que o Zeferino, tendo entendido outra coisa, respondeu com cara de quem já vai avançar: --Uuééh,Sai!. Depois entrou no armazém e perguntou prum guri que atendia atrás do balcão:--O menino tem remédio pra rato? Ao que o menino respondeu: --Tenho, sim senhor, vai querer levar?E ele, irritadíssimo com o episódio da entrada e mais a pergunta burra do guri, lascou essa: --Não,eu não vou querer levar.Eu vou trazer os ratinhos pra comerem aqui encima do balcão! Não é seu Bóia? Argumentou para um que estava sentado ao lado, como que a buscar apoio. E por lances neurastênicos desse tipo, é que passaram a dizer que ele era uma fera. E de fera passou a ser ferino e daí a Zé Ferino, ao invés de Zeferino.&lt;br /&gt;                   Sempre muito mulherengo, o Zé Ferino parecia sempre que buscava a emoção inaugural daquele inesquecível batismo carnal que o padrinho lhe proporcionara. E por ser como era, metido a cobridor, é que não largava as rédeas das filhas, sempre faceiras, acompanhando-as aos&lt;br /&gt;bailes, junto da mulher e do filho que, sendo frangote, já andava arrastando a asa... Conta-se que a família foi a um baile e lá pela meia-noite o Zé Ferino instigou o filho a fingir que estava se sentindo mal. Com tudo combinado, o pai saiu como se fossem para casa e se foram para um baile na zona. A velha que não era boba, desconfiou dos dois  e saiu mais cedo do baile. No outro local o rapaz e o Zé, ambos agarrados cada um na sua percanta, controlavam a hora e antes que o baile das filhas terminasse, se tocaram para casa, ele e o filho.Entraram e nem acenderam a luz e ele, dizendo para o filho:--Agora tu te deitas, finge estar dormindo e ronca bastante. Nisso,a velha que havia chegado na frente, acendeu a luz e tendo escutado as instruções do safado, deu o flagra nos dois. Bate boca daqui, bate boca dali, a velha se armou de vassoura pra cima dele, que depois  de levar três ou quatro, acabou dando de mão num facão sem fio e deu uns pranchaços no costilhar da velha, acudida pelas filhas.&lt;br /&gt;                   Apenas uma briga de casados, daí uns dias estava tudo bem. Foi quando um amigo sabedor do ocorrido perguntou para o Zé Ferino como ia a sua vida no lar e este, entusiasmado com as palavras que ia dizer, lascou: --A minha casa tá que é um bordel, esparramando o braço pro lado, como a indicar a extensão do que ele chamava de bordel, ou fosse, uma casa cheia de mulher. Foi quando um ouvinte, conhecido como Alemão da Prefeitura, retrucou: ---Mas Zé, bordel quer dizer casa cheia de mulher, mas na zona.     ---Uéh, bárbaro tchê, as minhas filhas até virge são, credo!&lt;br /&gt;                   Já o Adão Pintado quando soube da briga em família, a qual correu por toda a cidade, fez o seu protesto numa roda que se formou na  barbearia alguns dias depois: --Mas como é que o Zé Ferino foi dar de facão na pobre mulher! Em mulher não se faz isso! E prendendo a atenção de todos, prosseguiu:&lt;br /&gt;---Será que ele não podia ao menos ter  dado-lhe uma surra de relho que fosse, que não deixa tanta marca??!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-6454037129965339187?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/6454037129965339187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/6454037129965339187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/08/como-disse-o-ado-pintado.html' title='Como disse o Adão Pintado...!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-2955360486180714398</id><published>2008-07-01T15:05:00.001-07:00</published><updated>2008-07-01T15:05:56.369-07:00</updated><title type='text'>A Fábula do Pequeno Pássaro</title><content type='html'>Um belo pássaro, portador de uma plumagem diferenciada, um topete lindo e um canto muito belo, habitava a mata. Desde muito cedo o pequeno pássaro mostrou habilidade para o trato das coisas de sua gente e dos cuidados com a preservação da sua região silvestre. Cresceu um caprichoso com tudo que fosse verde e florido, acabando por se tornar um líder da passarada, mormente por ser um defensor ferrenho dos seus contra a insânia dos caçadores e predadores.&lt;br /&gt;                   Houve uma época de sua vida, em que se esmerou muito no mister de cuidar da sua comunidade passaral. Foi um tempo primaveril, de muita fartura, onde se tornou mais fácil, ao pequeno pássaro, desempenhar as funções a que se dispunha. E, principalmente, quanto ao seu poder, este era tão sólido a ponto de conseguir, quando se fazia necessário, engrossar seu piado e até chegar ao máximo de cantar como se fosse um galo; o que mais se notava quando tal necessidade se fazia imperiosa para espantar os caçadores e predadores. Até por que era muito bem relacionado com pássaros maiores, especialmente, gaviões, os quais muitas vezes lhe garantiam a posição frente aos liderados. O canto mais forte, o mais alto, o mais bonito e o último canto era sempre do pequeno pássaro. Que além do mais, por sua condição de liderança, foi sempre muito bem cotado entre as passarinhas, o que lhe aumentava a figura e o tornava invejável aos olhos de seus liderados, coisa comum nestas circunstâncias.&lt;br /&gt;                   Passado um tempo e terminada aquela época de fausto  primaveril e do verão que se seguiu, o pequeno pássaro foi reconduzido ao poder por consenso. Acontece que desta vez as coisas haviam mudado,o tempo era de inverno muito frio e necessitaria uma mudança de postura ao pequeno pássaro, para mais flexível. As coisas que antigamente fluíam para lhe facilitar o exercício de sua boa intenção para com a mata e sua gente, não aconteciam mais tão facilmente, a carestia era grande e o seu poder, automaticamente, diminuiu.&lt;br /&gt;Era difícil manter, inclusive, a simpatia dos seus pares, que viam a mata sofrer as agruras da intempérie sem que o pequeno pássaro conseguisse contornar a situação. No entanto, sem que este perdesse a sua condição de vigilante dos problemas, mas sem se dar conta que o seu poder necessitava uma postura diferente da de antigamente. Ainda que mantivesse o mesmo estilo impecável, rígido e pouco flexível de conduta, impávido, colosso, na ação do seu dever.&lt;br /&gt;                   Desta forma, num dia muito feio, de geada grossa, seguida de garoa com vento, em uma tempestuosa manhã, estava o pequeno pássaro montando guarda no alto da sua árvore, como um arauto em sua tribuna, vigilante, com seu já escasso topete molhadoe arrepiado de preocupações, mas sempre cumprindo com seu dever. Quando de repente, sem dar-se conta, congelou. E caiu lá do alto, enregelado,  ficando assim no chão.&lt;br /&gt;Os caçadores, que dentro em pouco por ali passaram, olharam o pequeno pássaro e nada fizeram, por o julgarem morto.&lt;br /&gt;Mas, eis que daí a pouco, passa por ali uma vaca e resolve estercar, casualmente, bem em cima do bichinho enregelado.&lt;br /&gt;Sentindo, então, aquele quentinho do esterco da vaca, o pequeno pássaro descongelou e se animou. Mal botou a cabeça para fora e atendendo, talvez, ao piado de outros pássaros, que amiúde lhe auxiliavam e que lhe aconselharam: "Pia forte, pia forte pequeno pássaro, sempre!" E ele, ao invés de sair piando mais baixinho, desatolando-se aos poucos e com comedimento, cantou com um piado forte como no tempo antigo, quase como um galo. Foi quando, alertados, os caçadores voltaram e o alvejaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da fábula:"Quem está na merda não canta!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-2955360486180714398?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2955360486180714398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2955360486180714398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/07/fbula-do-pequeno-pssaro.html' title='A Fábula do Pequeno Pássaro'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-4494840393466714925</id><published>2008-06-30T15:18:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T15:19:20.751-07:00</updated><title type='text'>A berruga do Clinton</title><content type='html'>A BERRUGA DO ClINTON.&lt;br /&gt;                  Na época em que ele foi presidente, correram notícias de que o homem mais poderoso dos Estados Unidos esteve na iminência de responder perante a Suprema Corte  por, supostamente, ter molestado sexualmente uma antiga secretária quando foi governador do Arkansas. Isso antes do caso Mônica Lewinski.&lt;br /&gt;Revelava a ofendida senhora, em sua queixa, que o réu, depois de tentar convencê-la ao prevarico, através de cantadas insistentes, desesperado diante das suas recusas e movido pela atração que ela exercia sobre si, na falta de outros argumentos mais convincentes, um certo dia expôs o seu membro viril e ofereceu-lhe, em um gesto másculo e no limite de sua tesão, para que fizesse bom uso. No que foi recusado.&lt;br /&gt;Supõe-se, pelo escândalo que a queixosa armou, que a recusa por parte dela tenha sido incontinenti. E nada mais do que frações de segundo de exposição do membro governamental – que mais adiante, com Mônica, seria o membro presidencial - tenham sido o suficiente para que ela, depois de um sonoro: Aaarrrggghhh! Ou um: Hou my God!, ditos já em disparada, manifestasse sua recusa naquela data. Ou seja, segundo se supõe ela viu o objeto da queixa- crime somente de relance.&lt;br /&gt;         De machos a sós com fêmeas de nada se pode duvidar, dizia meu sábio bisavô. Pois  baseado na improbabilidade do presidente ter feito tal disparate com uma feiosa daquelas, é de se acreditar que os advogados dele tivessem alinhando uma série de argumentos para que se fizessem réplicas e tréplicas na defesa do depois presidente. Uma delas é a de que o Clinton governador estivesse com algum tipo de lástima no membro, tendo que fazer curativos diários e pensando que a antiga secretária fosse também enfermeira, ofereceu-o ali mesmo no escritório onde estava despachando. Meio fraca, não acham? A outra é que, andando o membro ou pinto governamental - em inglês se diz “member” ou “pintous” -  passando por uma crise de desobediência civil, é possível que o então governador tenha dito:--Se me deixares na mão, novamente, vou te entregar aos cuidados de uma feia! E, sendo desafiado, pode ter sido esse o desfecho. É uma outra hipótese. Ou que realmente tenha mostrado o “pintous” à queixosa apenas com intenção de fazer ver a ele onde se metem os rebeldes. Essas são apenas hipóteses que  levantaram os advogados, visando a defesa de tal desatino.&lt;br /&gt;                    Os anos se passaram, o processo correu contra o “member” do Sr.Clinton, que nesse meio tempo foi eleito e escapou num primeiro julgamento por existir uma impossibilidade legal de se processar, naquele país, os presidentes quando estão no cargo.&lt;br /&gt;No entanto, perante a apelação de que o suposto delito foi cometido quando Clinton ainda era governador, foi marcado um novo julgamento. E para tanto as partes abriram baterias públicas, ele dizendo que a história não é bem como a queixa dizia e ela dizendo que era tudo verdade e que“ inclusive seria capaz de identificar detalhes bem íntimos do ‘member’ presidencial”.&lt;br /&gt;         E aqui, a possibilidade para que se faça um outro exercício de imaginação: se a senhora ofendida pelo citado “pintous” refere que recusou a vigorosa oferta e saiu em disparada, como pode dizer agora que é capaz de identificar detalhes íntimos no objeto repelido? Heim,heim?&lt;br /&gt;Na verdade, deve ter olhado, examinado e depois recusou; talvez por que era o “member” de um simples governador; ou, então, por que ele tivesse algum defeito, p.ex. uma berruga na ponta. E é esse, supõe-se, o tal detalhe que ela disse que podia identificar muito bem.&lt;br /&gt;Ora, só se identifica detalhes quando se examina muito bem um produto, não é mesmo? Não imaginava ela que um dia o dito “member” chegaria à presidência junto com o presidente. E se isso é fato, agora é ela que pode ser processada moralmente por ter sido descortez com o então mandatário maior em potencial, não é verdade? Ou até por segregação a um “member” supostamente defeituoso e carente de cuidados.&lt;br /&gt;         A verdade é que, por muito tempo e ainda hoje, depois que a Mônica Lewinski aprovou por que provou o dito cujo, e mesmo agora que o “member” nem é mais presidencial, a antiga secretária se mostra arrependida. A senhora fez e faz de tudo para manter a chama do episódio, torcendo fatos, mais de 20 anos depois, durante os quais ninguém nunca mais lhe mostrou ”member” algum(com ou sem berruga). Sonhando sempre que, por uma dessas, o ex-presidente lhe refizesse a proposta, por indecorosa que fosse.&lt;br /&gt;Mas, a intenção dele, só de brabo, foi aceitar, no máximo, emprestar seu ex-chefe de gabinete para tal sacrifício.&lt;br /&gt;Moral da história: “Nunca aja como quem está sentada em uma saca de açúcar!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-4494840393466714925?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/4494840393466714925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/4494840393466714925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/06/berruga-do-clinton.html' title='A berruga do Clinton'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-2830051856390488591</id><published>2008-05-11T13:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T13:11:35.510-07:00</updated><title type='text'>Considerações abundantes</title><content type='html'>Considerações Abundantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendendo a pedidos de reprise, respeitosamente, invoco-os que, em nome do saber, entendam que esta crônica não vai tratar de desrespeito ou qualquer outra manifestação que possa ferir o decoro da sociedade já assustada com a libertinagem que envergonha e alarma o recato da maioria. Invoco, também, a compreensão do revisor do jornal para o assunto que segue, no qual pretendo usar de seriedade para tecer considerações relacionadas ao “retrospício” ou, como queiram, à “protuberância admirável”, ou mesmo, à “rebolante”. Peço, inclusive, permissão para deixar de lado as meias palavras e, aqui, para melhor entender-nos, chamar as nádegas pelo nome de bunda.&lt;br /&gt;Diferentes de nós, em relação ao corpo das mulheres, os americanos do norte possuem uma preferência nacional, algo arraigado à sua cultura, do qual não abrem mão e pelo qual se derretem em ver, fantasiar ou envolver-se, que são as mamas femininas volumosas, questão cultural. Verdadeira tara no país do Tio Sam, os homens de lá enlouquecem quando uma figura feminina na rua, na praia ou privadamente exibe seios fartos. Tanto que o avanço da ciência, em que sempre foram pioneiros, inventou a cirurgia plástica para mamas mais desprovidas, injetando-lhes silicone; e, ainda por cima, foram pródigos ao convencer as mulheres a usar tal artifício em nome do incremento e da permanência das boas relações. Bem como pela manutenção de um ícone que estimulasse de forma permanente a libido máscula no país do chiclete. Tanto foi sempre assim que a materialização desta verdade foi a descoberta, para o cinema, meio universal de difusão de cultura naquele país, nos anos 60, para atiçar os devaneios masculinos que, no passado, produziram e promoveram uma artista de nome Jayne Mansfield. Péssima intérprete, mas cujo único predicado em cena eram seus seios robustos. Aliás, naquela época eram, exclusivamente, originais, com os quais ela interpretou muitos filmes quase sem necessitar abrir a boca. ---Pra quê? Diziam eles. Depois que Mansfield ficou decadente( refiro-me, inclusive, às suas mamas), além de outras artistas de lá com dotes semelhantes que foram promovidas, o cinema americano importou Gina Lollobrigida, Sophia Loren e Anita Eckberg para suprir o mercado da fantasia láctea nacional.  Da mesma época foi o incremento ( casual?) da produção de muitas marcas de bolachinhas.....&lt;br /&gt;Já a paixão da nação brasileira é a bunda, não só no âmbito masculino, como no meio feminino; que o digam alguns craques e artistas com visibilidade, como é o delírio de suas fãs; bem como os rapazes que dançam em clubes só para mulheres.&lt;br /&gt;E por que a bunda tem tamanho status na mente, principalmente, dos homens? Vejamos: os animais não possuem bunda, bem como não usufruem do erotismo que ela promove. No entanto, algumas fêmeas do mundo animal na época da procriação, no ato da conquista amorosa e ao dizerem-se aptas para coito, sacodem suas ancas, abanam suas colas e empurram seus machos com a parte traseira de seus corpos, no intuito de chamar a atenção. Inclusive, alguns dos machos irracionais escolhem para suas fêmeas aquelas que têm argumento abundante, por ser um sinal natural de fertilidade.&lt;br /&gt;Não é de se duvidar, então, que vem daí a preferência atávica, desde os ancestrais, dos nossos antecessores que ficaram do outro lado do mundo e, até, bem antes deles. Longe da liberação de costumes de hoje em dia, já no tempo da colonização, alguns homens escolhiam as suas mulheres pelo tamanho de suas ancas, o que significava ter um bom canal de parto para ter muitos filhos e, com freqüência, davam-lhe tapinhas furtivos na região glútea para comprovar a textura carnal. E, com certeza, foi aí que nasceu “a palmeada”!&lt;br /&gt;A bunda, segundo a concebemos, biologicamente, apareceu quando o homem passou de quadrúpede a bípede, amontoando os músculos glúteos da referida região quando ficou na posição em pé, os quais ganharam a conformação arredondada e farta que faz muitos homens contrair torcicolos ao virarem para trás. E, muitas vezes, receberem alertantes beliscões de suas patroas.&lt;br /&gt;Sabedoras do poder de fogo amoroso que possuem em suas retaguardas, as mulheres imediatamente depois de criar a calça comprida apertada( o antigo slack ( lembram do slack?) criaram o rebolado apelativo. Seguindo-se depois a calcinha com enchimento, até a atual lipoescultura, ganhando assim a condição de obra de arte. E como algumas fêmeas do mundo animal, as mulheres ainda criaram danças que incluíssem os movimentos da bunda, que tanto alimentam as fantasias e promovem a babação ou o transtorno de muitos apreciadores deste patrimônio nacional. Com meus respeitos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-2830051856390488591?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2830051856390488591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2830051856390488591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/05/consideraes-abundantes.html' title='Considerações abundantes'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-9185230316560303953</id><published>2008-04-22T13:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T04:25:32.961-07:00</updated><title type='text'>O Enfermeiro de Bagé</title><content type='html'>Na idéia de divulgar o modus operandi dos profissionais desta terra Bagé, é mais do que justo começar pela valiosa categoria do enfermeiro. &lt;br /&gt;Há 30 ou 40 anos atrás, as escolas de medicina, além de poucas, formavam poucos médicos; e as de enfermagem, ao menos em nosso meio, recém estavam sendo idealizadas. Desse modo, os enfermeiros disponíveis eram pessoas cuja experiência era forjada na marra e na sangüeira. Seus diplomas eram as recomendações que recebiam nas farmácias, nos consultórios, nos hospitais, havia aqueles que se tornavam conhecidos como enfermeiro do quartel etc; e assim, galgando a vida, iam subindo de posto, se qualificando.&lt;br /&gt;O escolhido para personificar o título e exibir suas qualidades, aqui, é o Seu Marcão, homem já de meia idade e de comprovada capacitação prática, como verão.Trabalhava no antigo SAMDU, onde a equipe era formada por um médico, um enfermeiro e uma vai-e-vem. O médico, além do atendimento domiciliar, ainda tinha suas regalias, como almoçar em casa, ver doentes próprios no hospital, de maneira que o grosso do movimento no posto ficava para o Seu Marcão, sim, porque a Vaievém era só pra aquilo mesmo.&lt;br /&gt;O nosso homem era tarimbado, calmo, corpulento e, às vezes, usava uns óculos daqueles que se olhava por cima. Nascido na campanha, lá pros lados da Serrilhada, veio pra cidade na época do exame de "admissão", e por aqui ficou. No ramo a mais de trinta anos, trabalhava sempre de branco: avental branco acima do joelho e calça branca; nos pésdizia sofrer de joaneteusava alpargatas brancas, mas feito chinelos. Olhando-o de longe, parado na frente do posto, mais parecia um João Grande. Sem dúvida nenhuma, a sua figura desetimulava qualquer manifestação do tipo: "Injeção, não!!" ou "Mas que espécie de posto é este?!". Inclusive, alguns pacientes, só de olhar para o Seu Marcão já iam melhorando de seus sintomas de somenos.&lt;br /&gt;Nos fundos da sala de atendimento tinha uma peça onde, nos intervalos, ficavam à vontade, tomavam chimarrão, onde ele sesteava, pensava na vida, o que às vezes nem dava tempo. A água para o mate erta aquecida numa espiriteira, com a qual, tempos antes, ele próprio se lastimara, queimando a mão com álcool inflamado; quando, então, nem teve dúvidas, se foi ao pátioe a Vaievém de atrás gritando: "Bota picrato, bota picrato!" pelou a guasca pra fora e mijou na queimadura; era assim o Seu Marcão. Lembrança do seu avô que dizia:"Queimadura de laço ou de outra natureza, mijar na ferida é de muita precisância!". O que mostra que ele nunca abriu mão dos conhecimentos da campanha, mesmo com o exercício do aprendizado da enfermagem, na cidade. Mas funcionava, era o que lhe interessava.&lt;br /&gt;E era conceituado, seguidamente recebia chamado para fazer curativo em casa, geralmente de pacientes operados. Ele mesmo pegava a "Assistência" antigo cognome da ambulânciae ia dirigindo até o domicílio; e na volta ainda dava uma passada em casa para saber notícias, uma vez que morava mais na SAMDU do que no próprio lar.&lt;br /&gt;O posto não atendia só urgências; a população se acostumou e muitas vezes iam lá também para consultar. Quando o médico estava, atendia; caso contrário, se sabia destrinchar, o Seu Marcão mesmo dava a consulta. Por exemplo: queixa de criança que estava botando lombriga, daquelas chatinhas assim, ele receitava semente de abóbora torrada, meia dúzia pros pequenos e uma dúzia pros grandes; para terçol, ele mesmo pegava a aliança, esfregava até aquecer e depois fazia uma cruz no ponto inflamado do olho, repetindo três vezes.Batida na cabeça, com galo recente, pegava uma faca de mesa e apertava bem o local, em cruz, cinco vezes em cima da batida. Tudo isso era santo remédio.&lt;br /&gt;Uma feita, chegou uma mãe com um guri duns quatro anos no colo, aflita: "Seu Marcão, Seu Marcão, o guri engolui um lápis!". "A la pucha! mas me conta, como conseguiu?" "Era um toco de lápis assim ( fez com os dedos), bastante usado; ele pediu pra empregada apontar, ela não quis, e o guri resolveu apontar com dentes...."    "Mas faz muito tempo? Tá sentindo alguma coisa, gurizinho?" E o guri bem tranqüilo, dando fém em tudo. Seu Marcão obervou-o: "Bem parece que ele está bem". Abriu, então um armarinho de vidro, tirou de lá algo e se virou de volta: "Tome. dê esse vidrinho de óleo para ele e traga-o aqui depois de amanhã. E completando: "Não vá deixar esse guri arrastar muito a bunda no chão, pra não riscar o assoalho"; e deu uma risada.&lt;br /&gt;Passado aquele dia, no outro, voltou a senhora com o guri. "Como é que passou; como é que tá a barriguinha?" "Ah, Seu Marcão, tá roncando e se traqueando que é uma loucura". O enfermeiro foi lá dentro e voltou com um penico não mão, botou no mei da peça, fez o guri sentar, e ficaram esperando. Em seguida o guri, sem precisar muita força, despejou a primeira carga, sonorizada. "Oh, disse ele, tá começando". Nisso a Vaievém já estava por ali, na conversa, mais outra menina e seu acompanhante, que chegaram. "Um momentinho, que tô ocupado", disse Seu Marcão. E ficaram por ali, o guri no picadeiro e os demais na volta, olhando e esperando. Mais uma carga e o piá manifestou que havia terminado. Pegaram, então, o penico, botaram embaixo dum bico de luz e começaram a remexer na obra do guri, ele e a mãe do menino, usando um cabo de colher velha. Não demorou muito, apareceu o toco de lápis, preto, ainda com a marca Johann Faber, e estava terminada a bem sucedida intervenção. A mãe limpou e vestiu o guri, abotoou a bragueta, botou as alças do suspensório, pegou-o no colo e foi saindo, dando adeus. Lá perto da porta o guri começou a choramingar: "Oque foi, o que foi?" "O lápis, mãe, eu quero o meu lápis". E o Seu Marcão, que  tinha o coração mole pra criança, foi lá catou o toco de novo, lavou-o no tanque, secou bem sequinho, apontou e devolveu pro gurizinho, com direito ainda a passar a mão na cabeça e "beijinho no tio".&lt;br /&gt;A Vaievém de sua parte tinha sua serventia, não era só mandalete, não, serviço de limpeza e cafezinho. Uma vez apareceu um gringo mordido de cobra cruzeira."Verão seco, dizia o Marcão, elas ficam bem assanhadas e pegaram o gringo bem no garrão". Deitou o paciente na maca, conseguiu um pedaço de fumo em rama e deu pra Vaievém mascar, sem engolir ou cuspir fora  a saliva. Fez isso porque, além de não fumar, queria fazer uma safadeza com a Vaievém. Quando ela já estava por estourar a bochecha, fez cuspir tudo num chumaço de gaze, o qual colocou no garrão do gringo. E num upa começou a aparecer aquele caldo verde, o veneno saindo da ferida. Ainda rabiscou um nome num papel: "Se o senhor quiser fazer esse soro aí, óh, no Centro de Saúde, pode fazer. Mas se não quiser, não se assuste que morrê não morre mais e amanhã já vai tá bom".&lt;br /&gt;Mas era em época de carnaval, fim de ano e exposição que o movimento aumentava muito. Muita bebida, muito baile, muita briga e muito talho. Nas bebedeiras, aquelas de perder o tino, aprendera com o doutor: glicose concentrada e apomorfina na veia; depois sentava o índio num banco, meio escorado e esperava a salva de espirros, às vezes mais de cinqüenta, pra desencorajar qualquer gambá. Mas o caldo engrossava mesmo era com os cortados em briga de arma branca. O combinado com o médico era o seguinte: se aparecesse o intestino, era dele, se riscasse só até a gordura, era com o Seu Marcão. E este não achava nada ruim, se despachava na costura; se tivesse que transferir para o hospital, fazia só alinhavo; se tinha que fazer uma costura mais definitiva, fazia ponto enrabichado, mais permanente. Se tinha muitos cortados para atender, era ponto contínuo, como quem costura bolsa de lã; e se era na cabeça ou no rosto, era ponto chuleado, pra não ficar feio.&lt;br /&gt;Mas uma vez o insólito pediu liçenca e entrou. Era um rapazote meio lisinho, adamado, com cara de aflito, que não sabia como começar a seu assunto."Fale, mocinho". "Só se for em particular". A Vaievém saiu. "Às suas ordens"o Seu Marcão não via nenhum sinal de urgência ou emergência "sente-se", completou. "Não, não, eu só consigo ficar em pé". "E aí?"." Não sei, é tão dificil, moço." "Faz de conta que eu não tô aqui, mocinho, e fala". "Bem, o senhor sabe, o meu amigo viajou faz tempo e eu me senti muito sozinho, em falta, e resolvi matar a saudade dele sentando numa garrafa". O Seu Marcão se acomodou na cadeira, redobrou a atenção: "E aí?" "Bem, o senhor sabe...." "Não, interrompeu, eu não sei, tu é que tá me contando"."Pois é, a garrafa era de 'pépis', entrou e não saiu mais, me escapou pra dentro, e eu quero que o senhor me ajude". Passada a surpresa do inusitado relato, o Seu Marcão, então, levantou como que vai tomar uma providência, naquela situação nada refrigerante, e perguntou: "Tu podes deitar de bruço?"( "Devia estar acostumado", pensou.) "Ah, de bruço eu posso". Acomodou a mesa, colocou a escadinha, o "canógrafo"desamparado subiu com as coxas coladas, assim meio de lado, e se acomodou com os memos cuidados de uma mulher grávida, segurando os quartos. O Seu Marcão pensava: "Já ouvira falar de mulher com vela, homem com cenoura, mas garrafa de 'pépis'! e trancada ainda por cima!".&lt;br /&gt;O mocinho, em posição de perder guerra, permitiu ao Seu Marcão examiná-lo. E lá estava, o olho entreaberto, deixando ver parte do fundo da garrafa. "A garrafa tinha líquido dentro? Estava tapada? " "Não senhor, estava vazia". Concluiu então que, pelo vácuo, havia ficado trancada. O que fazer?! Esta era a grande questão. Botou o paciente na Assistência e levou-o até o hospital. Sábado à noite, não havia médico, resolveu pedir um raio xis daquela área e lá estava ela, 'pépis'. Levou-o de volta pra  SAMDU, colocou o constrangido mocinho novamente em posição de beber água na sanga, enquanto concluia sobre o que iria fazer. Pra desfazer o vácuo, tinha que quebrar o fundo da garrafa, só um furinho seria suficiente. Foi na Assistência, pegou uma chave de fenda e um martelo, colocou-se em posição de escultor, rezou pra "Santo Esterco", colocou, através do olho entreaberto, a chave de fenda no fundo da garrafa de 'pépis' e deu um golpe seco com o martelo. E foi uma vez só. Saiu um assopro com um cheiro danado, o vácuo se desfez, e o mocinho devolveu o vasilhame na mesma hora. "Vê se deixa sair só a garrafa!", disse o Seu Marcão, enquanto pestanejava depois de partejar. A partir daquela experiência, pensava, todo o demais que lhe acontecesse ia ser pura rotina.&lt;br /&gt;O Seu Marcão hoje está retirado, pensando com seus botões: "Se os enfermeiros de hoje em dia pudessem, sabendo o que sabem, cruzar com o que havia aprendido....Apenas, se pudessem."&lt;br /&gt;Uma pessoa como ele, de tão "marcãotes" serviços prestados à comunidade, já deveria ser nome de rua!&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;Extraído do livro do autor, "O Balaqueiro"-1994, Ed.Tchê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-9185230316560303953?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/9185230316560303953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/9185230316560303953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/o-enfermeiro-de-bag.html' title='O Enfermeiro de Bagé'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-4588787827668471999</id><published>2008-04-22T13:38:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T04:27:01.058-07:00</updated><title type='text'>Flores do campo - Dedicado aos amantes da TV de todos os tempos</title><content type='html'>Tempos atrás, assisti um programa em que o objeto da apresentação eram artesãs de flores artificiais e a história de suas habilidades; há quanto tempo exerciam, como faziam etc. Um pouco mais adiante na evolução do programa, a repórter perguntou a uma manequim que entrara no quadro, "se ela quisesse colocar a flor em um lugar diferente, onde a colocaria?".....E, obrigatriamente, lembrei-me desta antiga piada, a qual reparto com vocês.&lt;br /&gt;Em uma região de colonização alemã, transcorria um baile de carnaval com a bandinha tocando a polca "Barril de Chope" a noite toda, animadíssima. De tanto em tanto, alguém anunciava ao microfone que a atração principal da ocasião seria um concurso de fantasia.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, chegou a hora do tal concurso; um apresentador postado diante das luzes e cameras anunciava as concorrentes e descrevia os motivos das mais variadas fantasias, falando, é claro, em um portugues carregado de sotaque germânico. Ou seria o contrário? Passaram mais de dez concorrentes, algumas bonitas outras nem tanto, quando surgiu, então, uma alemôazinha, meio encabulada, vestida com um chabre cor-de-rosa e atravessou toda a passarela, causando cochichos sobre o que seria o motivo da sua fantasia. Ao parar no apresentador, este, no bem de conversa, perguntou-lhe coisas pertinentes à sua participaçã. Ao que ela respondeu que estava alí para concorrer na categoria "orixinalidade". ---Mas, explique-se melhor...---Só mesmo abrindo o "chambrrre", respondeu a moça. ----Pois, abra!! Fato consumado que causou um rumor geral. A jovem estava nua por baixo, com os pelos pubianos raspados e um pequeno buquê de flores do campo parcialmente introduzidos na vagina. Assustado, mas sem perder a linha, o apresentador perguntou: ---Mas, a sua fantassia é alguma alusón? ---Sim, sim, disse ela. É uma "alusón ao meu prrogrrama preferrido de televisón". ---Sim, mas, e qual é...? ---É o"Xóta" Silvestre. E levou a premiação de originalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-4588787827668471999?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/4588787827668471999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/4588787827668471999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/flores-do-campo-dedicado-aos-amantes-da.html' title='Flores do campo - Dedicado aos amantes da TV de todos os tempos'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-3037174328374679189</id><published>2008-04-22T13:36:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T04:32:06.908-07:00</updated><title type='text'>Madame Pistache</title><content type='html'>A França e as francesas criam moda, fazem estilo e adotam comportamentos que são copiados e imitados em outras culturas ocidentais. Madame Pompadour foi amante de Luiz XV, patrocinou as artes e participou do refinamento do período pré-revolucionário, tendo uma figura similar na corte brasileira. Maria Antonieta, esposa de Luiz XVI, além de tremendamente sedutora, exercia influência sobre um marido instável e pouco sólido, estremecendo a corte por várias vezes. Aliás, a própria revolução francesa foi uma mulher sedutora, por cujos envolvimentos os homens se apaixonaram, se emocionaram, cantaram, lutaram e morreram, alguns até, literalmente, perdendo a cabeça. E essas senhoras, que hoje fazem parte de uma história distante, freqüentavam as conversas de nossos antepassados, avós e bisavós, como parte de um passado para eles não tão remoto.&lt;br /&gt;Durante muitos séculos a nossa cultura só admitia que a mulher se desnudasse na intimidade, mas bastou que a francesa Brigitte Bardot, em um lance desbravador, tirasse a roupa no cinema para o mundo ver, fez-se uma revolução e um redirecionamento permissivo para que, entre nós, por exemplo, pouco tempo depois, a Norminha“Meu Benguel”fizesse o mesmo. Depois veio o “top-less” e o monoquini, ambos lançados na costa francesa do Mediterrâneo; desta vez copiado nas praias cariocas, mas não com toda a intensidade, talvez por que as mulheres brasileiras percebessem que era necessário guardar algo escondido. A essa altura já eram famosos entre nós os perfumes franceses e a moda íntima Valisére, dois excelentes temperos da sedução, em uma “entourage” complementada pela arte da aproximação, seguido do”le picoté, la lambage e le frisson”, tudo em frances.&lt;br /&gt;Se estes argumentos são unânimes, resta-nos concluir que a França e as francesas têm um proceder reverberante e encantador que motiva de certa forma a nossa cultura, do que os brasileiros em especial não se queixam e a estória a seguir é um copioso exemplo.&lt;br /&gt;Madame Justine Pistache foi uma francesa, socióloga e professora da Universidade Lille. Madame contava já com seus 50 anos de idade, bem camuflados por muita pintura e cabelos sempre arrumados; muito faceira e extrovertida, deixava ver que além da sociologia havia estudado também muita anatomia comparada. Seguidamente viajava pelo mundo divulgando seus conhecimentos e os fundamentos da cultura gaulesa pertinente à sociologia e havia chegado a vez de conhecer o Brasil, a convite.&lt;br /&gt;Aqui chegando pela primeira vez, Madame Pistache resolveu ficar alguns dias no Rio para tomar o primeiro contato com a cultura brasileira, o que deixava de ser uma boa idéia; fez um “tour” pelos pontos principais, contatou as principais escolas onde daria conferência, bem como os respectivos colégios da região. E durante a noite visitou a vida noturna da cidade, bem a seu gosto, não constando se chegou a trocar o óleo ou não.&lt;br /&gt;Estava parando na hospedaria de uma universidade local e uma noite após a conferência, no quarto comum com algumas professoras e alunas, Madame Pistache, sentindo-se cansada do trabalho, acomodava-se; enquanto era alvo da curiosidade das moças que a cercavam, algumas já deitadas. Madame foi até o banheiro para fazer a tradicional meia-sola francesa, ou seja, para dar de beber ao animal, demorou-se alguns minutos e voltou ainda mediante a curiosidade das colegas de dormitório. Ao voltar, tinha seu rosto modificado pela retirada da pintura, sem as sobrancelhas que eram delineadas, o que motivou que uma delas perguntasse:--- Depilou ou raspou! ---Non, respondeu Madame, arrancô! A seguir viram suas pernas lisinhas e perguntaram:--- Depilou ou Raspou?--- Depilô, foi a resposta. Logo foram suas axilas sem pêlos, e a pergunta chata: Depilou ou raspou? Raspô, respondeu Madame, já bastante contrafeita com tanta insistência. Por fim, Madame Pistache  retirou o chambre para colocar a camisola, quando as moças viram que não havia, também, pêlos pubianos. Para espanto geral e em côro, perguntaram extasiadas: Depilou, raspou ou arrancou? E Madame: Non, gastô?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-3037174328374679189?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/3037174328374679189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/3037174328374679189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/madame-pistache.html' title='Madame Pistache'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-641850765361294624</id><published>2008-04-22T13:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T04:38:44.477-07:00</updated><title type='text'>A Lenda dos Ptírius</title><content type='html'>Ptírius são minúsculos seres que infestam os corpos humanos em condições de precariedade higiênica e de promiscuidade. Preferem as regiões onde os pelos são abundantes e, dependendo da região prefrencial, os que habitam o couro cabeludo são de uma família e se chamam Ptírius Capitis, mais conhecidos por piolhos. Já os que habitam os pelos das regiões pudendas ou pubianas, são conhecidos por Ptírius Pubis. Mais que os primeiros, que mais infestam sem tanto importunar, estes últimos são extremamente chatos por habitarem uma região mais quente, motivo pelo qual agitam-se com conseqüente coceira. E, pôr serem chatos, são também conhecidos por muquiranas ou...., mas deixa para lá.&lt;br /&gt;Bem, conta a lenda que um determinado cidadão estava infestado de ptírius pubis, os quais habitavam a floresta dos seus países baixos. Há muito tempo vivia coçando-se, muitas vezes entrando quase em desespero pelo incômodo, principalmente à noite, quando o corpo aquecia. E os ptírius, lá, fazendo misérias, levando suas vidas graciosas e atendendo às leis que regiam a sua biologia, liderados por um minúsculo chefe, o líder Ptião. Muito chato por sinal, que ordenava: "Atenção turma, o tempo está bom e quente, não temos tido muita chuva e está escuro. Vamos lavrar esta pele e colocar os ovos na base das árvores. Vamos lá!!". E, com estas ordens, tome motivos de coceira para o hospedeiro, que chegava ao extremo desconforto.&lt;br /&gt;Desconfiado de que estivesse sendo invadido por tal tribo de "sem-ter o que fazer" e, na sua arrazoada ótica, entendendo que bem que poderiam ter invadido um pelego descocupado, ou um couro velho de galpão, foram escolher logo ele, um camarada que tinha seus afazeres e profissão, ocupado, produtivo e que, além do mais, não podia estar coçando-se em público; o que seguidamente acontecia, até frente às moças. E resolveu, então, investigar. Sentou-se ao sol e passou a vasculhar a sua floresta íntima, no sentido de falar com Ptião, mas não houve diálogo. Teve então que apelar para a força, já que ali a única autoridade era ele mesmo e tacou fogo nos invasores, à luz do sol mesmo, com Gamexane. Esperou pouco tempo e sentiu uma certa melhora, o que o fez acreditar que recuariam, mas nada. Na noite seguinte, com o aquecer do corpo, os ptírius começaram a se organizar novamente e no dia seguinte, o hospedeiro, depois de nova tentativa de diálogo à luz do sol, sem lograr êxito, se viu obrigado a novo tiroteio, desta vez com Neocid. E, novamente, sem resultados.&lt;br /&gt;Ptião sabia como conduzir seus comandados. Então, vendo que o combate estava ceifando a tribo de muitos companheiros, trocou a estratégia de resistência e resolveu deslocar-se para os campos mais ao fundo, os quais haviam rejeitado, no início, por que tinham um poço muito mal cheiroso. No entanto, como a floresta fosse, igualmente, espessa e também boa, se foram. Já na primeira noite, depois daquele último combate, o hospedeiro sentiu a agitação em outro local de sua propriedade, uma região de mais difícil acesso e onde o incômodo era por demais grande, muito alvoroço e uma coceira insuportável, passando toda a noite sem dormir. No dia seguinte, não conseguindo forças para ir trabalhar, mas disposto à luta, o hospedeiro resolveu dialogar com Ptião, na busca de um armistício. Acontece que Ptião e os companheiros estavam todos na região do pent-anal, de mais difícil acesso e visualização. Foi quando então o cidadão resolveu, no pátio e ao sol, investigar os invasores infestantes com uma estratégia digna de um general. Desfez-se de suas vestes, inclusive as íntimas, colocou um espelho no chão e se pôs de cócoras em cima para que, através daquele artifício ver e falar com Ptião. E, até, se possível, iludí-lo com uma nova possibilidade. O que realmente aconteceu. Ptião, enxergando no espelho um outro poço e uma nova floresta, não teve dúvida ao gritar para seus companheiros comandados: "Atenção turma, um novo pent-anal à vista. E pularam todos para o espelho. Onde, certamente, se dariam mal e morreriam de inanição, pensou o hospedeiro.&lt;br /&gt;Livre daquela incômoda invasão, naquele mesmo instante em que se viu liberado de Ptião e os seus companheiros, ato contínuo largou um sonoro peido de satisfação e alívio, daqueles de três tiros e um rojão. O qual, escutado por Ptião, provocou a seguinte reação: "Atenção companheiros, tem festa no velho pent-anal. Todo  mundo de volta". E pularam para a velha floresta, para desconforto e desespero do pobre e ocupado cidadão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-641850765361294624?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/641850765361294624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/641850765361294624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/lenda-dos-ptrius.html' title='A Lenda dos Ptírius'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-2036896509723654222</id><published>2008-04-22T13:33:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T05:13:31.399-07:00</updated><title type='text'>Lágrima póstuma.</title><content type='html'>Esse pessoal de campanha é muito cheio de uma prosa, principalmente quando está na volta de um fogo de chão, de uma estufa ou mesmo de um fogão de chapa, onde se põem a conversar em dias de chuva, ao amanhecer ou no fim de um dia de trabalho. É nesse ambiente onde se reúnem  os de casa; e quando a conversa é só de homem o assunto é um só, empulhação, sacanagem, emprenhação, comilança, onde os mais moços são gozados sobre seus barranqueios, onde os mais velhos, por matreiros, não mostram mais sua graça com tanta abertura, em um respeito sisudo mas não ausentes, autores que foram de tantas façanhas no passado. E ainda agora, mas silentes.&lt;br /&gt;Pois um destes, que também por ser patrão era mais sério, homem dos seus sessenta e poucos, fumante inveterado, manuseava seu palheiro à espera de que alguém tocasse no assunto que mais agradava a intimidade da sua alma, qual fosse a sua fama de cobridor, um verdadeiro pai de cabanha, tanto em casa como nas suas andanças pela cidade, fama essa que lhe rendera bons momentos em alcovas alheias, acrescido do fato de ser também famoso por possuir um descomunal membro viril. Ou, como diz-se por lá, um “pratileves”.&lt;br /&gt;Como já estivesse com aquela idade e a sua patroa, embora mais moça, também sentisse o peso das agruras da campanha, havia resolvido comprar uma casinha na cidade, onde passavam seus fins de semana, às vezes emendando uma semana inteira. &lt;br /&gt;Estava tomando gosto pela roda do chimarrão e do cafézinho no bar da esquina, fumando cigarro feito, muita conversa posta fora com companheiros, que não se diferenciavam em muito daqueles da estância. Sempre de bombacha e chinelo: esse hábito, sim, não mudava nunca, até porque achava que calça reta apertava-lhe -lá nele-o meio das pernas, assim por sobre "as partes", me compreende? E nesse particular, gostava de se sentir folgado e com razão; até porque se a coisa era como dizia a fama, o espaço dado pela bombacha era uma questão de necessidade.&lt;br /&gt;João Pinto Vergante era o seu nome, o qual carregava com orgulho e, silencioso como era, conquistava ”na maciota” muita velhusca refugada pelos mais moços.E ainda reservava um dia na semana para atender o dever de casa, enchendo de prazer a sua velha, pois o homem era requintado no esporte da sedução. Até que, subitamente, em um destes dias durante a sesta, em cumprimento do dever marital e na prática de uma cobertura caseira, o Seu Vergante entregou a alma a Deus; ali mesmo, em posição de perder guerra, ainda que na luta. Deu um gemido, estremeceu as pernas e já branqueou o olho, tudo em questão de segundos que nem deu tempo da esposa atirar ele pro lado. Um enfarto, disse depois o doutor. Também com aquela cigarrama toda!!&lt;br /&gt;A vizinha acudiu, o dono da bar, que era mais chegado, veio junto e mais um outro que era meio gozador, que por ser freqüentador assíduo, estava sempre mareaado. Deram banho no defunto, enquanto chegava o caixão e se fizeram outros preparativos, mas a esposa não escondia o constrangimento de que o membro viril do falecido continuava ereto e, para quem não o conhecia, ou só o conhecia de fama, ali estava a prova provada: o membro do falecido tinha, na altura do lombo, uns três dedos, desses grossos, de largura. Coisa de se ver.... &lt;br /&gt;Aguardaram um pouco mais para ver se a natureza do falecido murchava, mas qual o quê. Nada! Colocaram o corpo no caixão e tentaram fechar a tampa para ver se escondiam e não adiantou. Até que o mareado sugeriu, quem sabe, já que estava morto mesmo, se se cortasse fora o membro e enrolasse num lenço e colocasse ao longo do corpo para ser enterrado junto? Com a permissão da esposa, é claro. Aí, o outro achou que algum curioso poderia desenrolar o lenço e dar que cara com aquela enormidade...e desistiram. Então, voltou o mareado, quem sabe, então, se virassem ele de bruços e se enfiasse o membro no ânus dele, total.....é dele; e está morto mesmo. E com a concordância da esposa, assim fizeram, não tiveram outra alteranativa.  O morto já estava vestido; e então, baixaram-lhe as calças e depois do membro ser desmembrado do corpo, começaram a enfiá-lo ânus a dentro. E a esposa repousando sua mão na nuca do morto, que havia sido colocado de bruços em uma atitude instintiva de consolá-lo. Quando a operação já ia pelo meio, ela olhou para o rosto do morto e viu que escorreu uma lágrima do olho coitado. Foi quando, então, ela disse:&lt;br /&gt;---Viu meu velho, quando eu dizia que doía, tu dizia que era fita. Viu!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-2036896509723654222?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2036896509723654222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2036896509723654222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/lgrima-pstuma.html' title='Lágrima póstuma.'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-5506713148563372324</id><published>2008-04-22T13:32:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T05:25:23.491-07:00</updated><title type='text'>A Dedeus.</title><content type='html'>Alguns lembram, o Barão de Bagé teve um capataz, homem de sua confiança, que quando se aposentou veio morar na cidade com a mulher e a sobrinha de criação. A mulher, apelidada de Dona Chancha, embora já morasse na cidade há muitos anos, ainda era bastante rústica e dotada de uma cultura "de ouvido", ou seja, tudo o que sabia, além do que aprendera com uma professora de campanha que lhe apresentara o abecedário, tudo o mais era na base do "ouvi dizer que..." . O que, aliás, para conviver com Don Rodrigo, homem feito como se fosse de pau à pique, um castelhano adotado pela Fazenda Centauro, onde viveu mais de meia vida, aquele tipo de cultura nela era mais que suficiente. &lt;br /&gt;Mas, nada que lhes pudesse ocorrer os impedia de serem felizes; ele, inclusive, que já havia realizado sua missão de trabalho, olhava para trás e via um rastro comprido de dever cumprido, lembranças do saudoso convívio com o Barão; e ela, uma senhora do lar, ambos de bom caráter e grande coração. Talvez por isso, ao longo da vida foram fazendo muita camaradagem, testemunhando muito casamento e batizando muita criança. Uma delas, a Dedeus, era uma guriazota do interior da Sina-Sina, uma criatura de semblante falquejado, que estava noiva e em vésperas de casar.  Veio, por isso, passar uns dias na cidade maior,"tomar uns aire, vê umas ropa bunita, cunversá pra móde ‘minstruí’ pro casório i pidí uns conseio pra madrinha", segundo ela. &lt;br /&gt;E por aquí ficou uns dias, a Dedeus; um pouco ajudava na lida da casa, de tarde iam ver vitrines, conversavam; a sobrinha criada do casal sempre por perto e a noivinha ainda não tinha conseguido chegar pra madrinha no fala verdade, que eram os assuntos do seu casamento iminente. Diga-se de passagem, não sabia o que nela era mais intenso, se a vontade de dar pela primeira vez, se a total ignorância sobre o fato ou as fantasias e medos  que uma jovem da sua idade e da sua cultura pudesse ter em um momento daqueles. &lt;br /&gt;Dona Chancha, na beira do fogão à lenha, gorda, lustrosa e mal cheirosa no suvaco, que tivera uma criação à moda mais antiga, ainda não abrira o assunto para que a noiva destrancasse; até que um dia, na hora de fazer o almoço, as duas sozinhas na cozinha, se fez o momento; a Dedeus se encorajou e largou:---Madrinha!Um calorão no rosto, pontilhando o suor, muita vergonha, mas maior ainda a necessidade de falar e continuou:--- Madrinha, o meu noivo disse que na nossa primeira noite eu vou conhecer o verdadeiro amor platônico. A senhora sabe o que é isso, madrinha?&lt;br /&gt;Dona Chancha, que nem de ouvir dizer sabia que posição era aquela, já pensou em coisa feia, mas em todo o caso, enquanto remoia para achar a resposta, chegou a outra guria, de menor, perguntando se podia botar a mesa; e o assunto ficou transferido para alívio da velha e desconsolo da Dedeus.&lt;br /&gt;Naquele dia, Don Rodrigo estava disposto; almoçaram e ele convidou-as para um passeio na sua caminhoneta, uma Studbaker azul, com quem ele não mantinha muito boas relações de manejo; mas passearam toda a tarde, foram até o Valente, voltaram pela estrada velha do Cerro, foram até Sta.Teresa....., a noiva com a expectativa de resposta na cabeça e a velha com a pergunta engasgada.&lt;br /&gt;"O que seria o tal de amor platônico?" De noite perguntou para Don Rodrigo, um castelhano um pouco mais culto e vivido, que também meio sem saber, arriscou: "No terá alguna cosa a ver con plato y que se faz enriba de la mesa de la cocina? "O que não ajudou em muito e Dona Chancha seguiu agoniada por ter que dar a resposta para a afilhada.&lt;br /&gt;Passaram-se uns dois dias em que a velha procurou não olhá-la nos olhos, até que se encontraram no pátio e a Dedeus voltou à carga:&lt;br /&gt;---A senhora já sabe o que é o amor platônico, madrinha? &lt;br /&gt;E a velha:---Não sei não, minha filha, mas vou te dizer o quê que eu acho. Na tua primeira noite tu faz o seguinte, toma um banho bem tomado, bem esfregado, lava bem as partes, me compreende? na frente e atrás, que por algum lugar o tal de amor platônico vai entrar, isso eu te garanto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-5506713148563372324?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/5506713148563372324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/5506713148563372324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/dedeus.html' title='A Dedeus.'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-7572239260533946275</id><published>2008-04-22T13:30:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T05:40:32.892-07:00</updated><title type='text'>Conclusões litorâneas</title><content type='html'>O honesto reconhecimento da minha condição de maduro e talvez vez pela distância óbvia que tais fatos hoje estejam de mím, ajudam-me a perceber, como consolo, que uma das coisas que os meus 63 anos de idade não perderam foi o refino e o bom gosto na capacidade de julgar a beleza da mulher, no seu conjunto ou em partes. E destas, casualmente, uma delas é a que mais abunda quando se está em férias e na praia, o corpo.&lt;br /&gt;Excetuando-se as vintenárias e as argentinas, num pais tropical como o nosso, para as mulheres jovens e até maduras, verão e praia são sinônimos de bronzeado, motivo pelo qual desnudam-se até um certo limite, que algumas ultrapassam para efetuar a sua adoração ao astro-rei. Na verdade, ao adquirirem a conhecida cor-de-cuia dizem tornar-se mais belas, quando na verdade tornam-se é mais atraentes, um resquício, ou mais um recurso, do e no jogo atrativo sexual que também embasa o comportamento feminino. ( Mesmo que nós homens saibamos que o bronzeado tem a efemeridade e o mesmo sentido falso, por exemplo, que os cílios postiços ou outros recursos de maquiagem.) Aliás, em suas fantasias, inconscientes ou não, colocam na cor de seus corpos uma esperança de redenção que às vezes chega, outras não. Um bronzeado, que quando atinge o ideal, as deixa mais armadas em sua vaidade e de ego cheio.&lt;br /&gt;Mas, como para executar o cerimonial bronzeador de todo o dia é necessário usar quanto menos roupa melhor, perdem o critério de avaliação sobre a beleza( ou não) da anatomia de seus corpos e correm o risco, ou pouco ligam, ao exporem o que esteticamente não deveriam.&lt;br /&gt;Por isso, penso que a beleza da mulher balneária, em geral e na verdade, não é encontrada na praia, onde as belas mesmo são poucas. Ela é encontrada, à tardinha, depois do banho, nos shoppings, mercados e nas ruas principais; ali sim, mais vestidas, exibindo apenas parte do que adquiriram na manhã tórrida, em vestidos de alça, calças justas, cintura baixa, decotes generosos, dorsos em oferta ao olhar, sandálias em pés de dedos finos e bem tratados e, principalmente, chinelinhos com o pálido calcanhar de fora.&lt;br /&gt;Difícil confessar, mas sei que tal impressão detalhista é efeito da idade, mas recolhi confissões semelhantes de outros até mais jovens. A mulher, aos meus olhos masculinos contemporâneos, é muito mais bonita vestida que em trajes cada vez menores. Viva, pois, os costureiros e aquelas que ditam a moda de todo o dia.&lt;br /&gt;Em resumo, a desnudez nos coloca frente a uma realidade depois qual existe muito pouco; a roupa, em contrapartida, nos aguça a fantasia, um caminho infinito!&lt;br /&gt;E porque não as vintenárias e as argentinas? Pelo simples fato de que as primeiras já escapam até à imaginação, muito distantes no tempo, e as segundas por que pioram em muito a estatística referida.&lt;br /&gt;Mas além disso, existem outros conclusões tiradas na estada na praia:&lt;br /&gt;Certas belezas morenas e arredondadas são envoltas por minúsculos biquínis; no entanto, certos exageros deveriam ser cobertos no mínimo por maxiquinis;&lt;br /&gt;Algumas mocinhas deveriam concluir que suas belezas ficam mais bem desenhadas dentro duma calcinha jeans apertadinha do que na sua própria pele manchadinha, frouxinha, embolotadinha etc;&lt;br /&gt;Muita guriazinha de pai metido a liberal e até ausente, só falta esfregar seus dotes no nariz da gurizada. E ainda tem os que não reagem!&lt;br /&gt;Paradoxalmente, entre as passantes, as que mais chamam a atenção são, ou as branconas ou as um pouco mais vestidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, numa praia de nudismo que me foi dado conhecer de cima num passeio de helicóptero, donde observei muita bunda branca enxergando o sol pela primeira vez, muitas coisas penduradas e mais ainda.&lt;br /&gt;É um lugar nde muitas senhoras levam seus maridos já passados para ver se eles voltam a ter vontade de se passar.....com elas;&lt;br /&gt;De lá, muito marido sai decepcionado por ter visto, à luz do dia e pela primeira vez, aquilo que só via na penumbra;&lt;br /&gt;Algumas senhoras durante o veraneio chamado "da peladura", passam quase todo o tempo em que estão na praia levantando seus seios pelos mamilos para obterem um bronzeado por parelho;&lt;br /&gt;Em rodas de homens, quando se encontram sentados na areia para conversar, é quando os perus aproveitam para ciscar;&lt;br /&gt;Já as senhoras preferem conversar sentadas na beira dágua, onde quebram as ondas, porque as pererecas aproveitam e fazem gargarejo;&lt;br /&gt;A certos senhores bem armados é aconselhado andar com a sua arma amarrada na perna para melhor se deslocarem, ao estilo cawboy;&lt;br /&gt;Ao vencedor do concurso do mais bem armado, como prêmio, é permitido à sua senhora dar-lhe 24 badaladas atrás da moita;&lt;br /&gt;Caso algum senhor seja flagrado de pênis ereto, coisa inadmissível pela rigorosa lei que rege aquele tipo de paraíso, será trancafiado por alguns dias tomando chá brochante e com guardas a cuidá-lo para evitar evasões e ....invasões;&lt;br /&gt;Fiquei sabendo que no dia da abertura daquele veraneio, como se diz na campanha, "um veraneio em pêlo", o anfitrião, um cidadão mais idoso e respeitável ou "um pelado velho" como queiram, foi fazer um discurso em um jantar de boas vindas; e durante todo o discurso sentia uma agradável sensação nas partes pudendas; pudera, estava todo tempo da sua fala com os culhões dentro do prato de sopa;&lt;br /&gt;Pois em campo de nudismo também tem do que se segue:&lt;br /&gt;Um determinado menino de seus dez anos flagrou um casal de adolescentes que aproveitou-se da lei de andar pelado com outra finalidade; na praia e por entre os cômoros, em atitude libidinosa completa e declarada, como diria o Major Segredo "estavam fazendo nenê". O caso foi descoberto, o pai da moça foi para a justiça pedir indenização e o caso acabou nos tribunais. E, diante dos fatos, o Juiz se viu obrigado a escutar o depoimento do menor que havia sido testemunha e teve com ele a seguinte oitiva:--Mas você, menino, naquela data, viu os dois copulando?&lt;br /&gt;E disse o guri, que não entendia muito do linguajar forense:--Olha Seu Juiz, eu só posso lhe dizer que da posição em que eu estava, só pude ver um cú pulando!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-7572239260533946275?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7572239260533946275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7572239260533946275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/concluses-litorneas.html' title='Conclusões litorâneas'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-2522630965902348128</id><published>2008-04-22T13:28:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T05:50:54.324-07:00</updated><title type='text'>"O cuelho"</title><content type='html'>O sujeito que é viciado em jogo, ao chegar à uma certa idade pensando sempre no mesmo assunto durante anos a fio, adquire uma espetacular experiência a respeito de tudo que diga respeito à calaveragem. Bem como seus assuntos e até seus sonhos só se relacionam ao tema e dos quais tem um domínio total.&lt;br /&gt;O vício do jogo, hoje se sabe, é um vício como outro qualquer, igual ao vício da bebida, do cigarro, da droga e outros, que ocorre de forma contumaz e compulsiva em seus portadores, passando por uma fase de muito prazer enquanto joga(ou bebe, ou fuma), entremeada de fases de depressão quando perde muito dinheiro (ou perde a saúde ou a família, ou ambas). Até que um dia perde tudo e atinge, como os outros viciados, o fundo do poço. E até o processo de recuperação é semelhante, com a necessidade de abstinência total das cartas. E, por exemplo, se for um viciado no jogo carteado, só conseguirá a recuperação depois de muito esforço, conscientização, determinação e de muito auxílio. E isso ocorre, geralmente, depois de perder tudo que um dia possuiu, inclusive a dignidade. Certamente, as famílias dessas pessoas devem ficar apavoradas quando se fala em casas de bingo ou de abrir os cassinos no país. Mas há, também, que entender-se que esses doentes, podemos chamá-los assim, são a exceção e não a regra e proibir bingos( no sentido puro) seria como proibir o uso da bebida por causa de uma minoria que é alcoolista.&lt;br /&gt;Um dos viciados mais interessantes e que guarda um certo charme pela sua criatividade, é o viciado em jogo do bicho, que encanta mesmo pela sua capacidade de concluir com extrema presteza o bicho que vai dar naquele dia, interpretando as mais variadas circunstancias do cotidiano; sobretudo, por sua capacidade de interpretar sonhos. E tem gente até que, não tendo sonhado durante a noite anterior e não tendo palpite em determinado dia, apela para uma cochilada, só para ver se sonha alguma coisa. Tem, também, aqueles que não decoram números sem ancorá-lo a um bicho ou então só decoram algum, quando necessário, memorizando o animal ao qual está relacionado. Por exemplo, o aniversário do fulano é no dia 13, ele memoriza com o porco, no dia 24, ele memoriza como veado e assim por diante, num exercício que lhe é peculiar e que é manobrado com extrema perícia. Se está numa roda de conversa, o que é comum, presta muita atenção para ver se dali arranca um palpite; de tudo tira substrato para seus raciocínios zoológicos; sendo que o número das pessoas com essas faculdades aumentou tanto que todas loterias oficiais produzem prêmios zoológicos, além do que, correm sorteios extra-oficiais e feitos meio à base do machado e na moita.&lt;br /&gt;Como foi dito, nestes, uma virtude muito difícil de bater é a chamada capacidade de interpretar sonhos em função da loteria zoológica. &lt;br /&gt;Um certo amigo de um desses sujeitos que vive nisso, disso e para isso, diga-se de passagem, um certo amigo pouco escolado em interpretação de sonhos, ao acordar certo dia lembrou-se que havia sonhado com um cabelinho todo enroscadinho que andava em ziguezague  por baixo da sua cuéca e que lhe saíra da volta do ânus. No sonho, o dito correu pelo corpo todo e se alojou na região pubiana. De porte dessa lembrança, interpretou que o cabelinho ziguezagueante era como uma cobra; e se atracou no jogo do bicho, jogando toda a sua féria semanal no ofídeo. Quando chegou a tardinha, foi conferir o resultado e qual não foi sua surpresa quando o bicho sorteado foi o coelho. &lt;br /&gt;Muito chateado por ter perdido seu rico dinheirinho, procurou o amigo jogador e contou-lhe o sonho, recebendo dele a seguinte explicação:---Escuta! Como é o nome desses pelos que nós temos na frente?--- É pentelho! Respondeu. Pois, então, o cabelinho que nasce ao redor do ânus, é “cuelho”. Me compreende?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-2522630965902348128?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2522630965902348128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2522630965902348128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/o-cuelho.html' title='&quot;O cuelho&quot;'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-8014023855766903860</id><published>2008-04-22T13:27:00.002-07:00</published><updated>2008-05-05T07:04:47.793-07:00</updated><title type='text'>A racha no entalhe</title><content type='html'>Uma senhora, esposa de médico, provavelmente um militar, pois o marido recém havia sido transferido para a cidade, ainda estava em período de adaptação social com o seu novo meio e com outras senhora. Tratava de fazer novas amizades e alguns conhecimentos, quando nesse meio tempo faleceu na localidade um médico, colega do esposo, e ela se viu na contingência de, embora não fosse conhecida da família do falecido e mal e mal conhecida da viúva, ter que comparecer ao velório. &lt;br /&gt;Aliás, cerimônia muito concorrida pelos demais profissionais, pertencentes a uma classe unida. Velório pomposo, mandado encomendar pela sociedade de medicina local, muitas coroas de flores naturais caríssimas, cafezinho servido por mordomo de luvas, carro fúnebre do tipo cola de peixe à espera do caixão e outras formalidades. &lt;br /&gt;E a senhora ali, postada, acompanhando aquela cerimonia até certo ponto incômoda pela sua suntuosidade e que lhe exigia um esforço a mais para a manutenção da pose necessária.&lt;br /&gt;Enquanto isso, eram tomadas as últimas providências em relação ao mausoléu da sociedade dos médicos, onde o morto ocuparia o seu lugar; e onde outros vários ilustres colegas já estavam enterrados, médicos famosos desde o tempo da fundação da cidade e que ali fizeram os seus nomes.&lt;br /&gt;Passada a madrugada e no meio da manhã, era chegado, enfim, o momento das últimas pompas em relação ao féretro, últimas orações, o momento da viúva pegar pela última vez na mão de seu desdito esposo e por fim, o momento de fechar o caixão. Depois disso, ainda restou um certo tempo, o suficiente para que a senhora, quase estranha à cerimônia, observasse que a tampa do caixão era decorada com um grande coração entalhado em madeira, com suas artérias e veias, um coração realmente anatômico. Curiosa, depois de pensar nas possibilidades para uma explicação, a senhora nossa protagonista perguntou a uma que estava ao seu lado, o porquê daquele detalhe especial. Ouviu, então, da outra, que a sociedade de medicina havia deliberado que todos os médicos falecidos levariam no seu caixão o órgão símbolo da sua especialidade, naquele caso, um cardiologista.&lt;br /&gt;Foi quando a senhora começou a remexer a sua imaginação e iniciou a ter vontade de rir. Mas continha o riso, coisa que logo não mais conseguiu e largou uma risada escandalosa, chamando a atenção de todos, no que foi interrompida por uma pessoa mais íntima sua:---O que é isso fulana?---É que eu estou imaginando como vai ser quando meu marido morrer. Ele é ginecologista!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-8014023855766903860?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/8014023855766903860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/8014023855766903860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/racha-no-entalhe.html' title='A racha no entalhe'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-7223009442375450028</id><published>2008-04-22T13:27:00.001-07:00</published><updated>2008-05-05T07:11:43.551-07:00</updated><title type='text'>Mais Baixinho!</title><content type='html'>Os baixinhos, os baixinhos,  a categoria é famosa por uma série de motivos. Ora são notados exclusivamente por seu porte, ora por serem ponto de referencia: "Aquele ali, ao lado do baixinho".&lt;br /&gt;Na verdade, o baixinho é realmente diferente e a diferença se faz às custas do tipo biológico e do perfil psicológico típico desse tamanho de pessoa. E por ser baixinho, ilusoriamente inferior, mais fraco e menos eficiente, sendo visto assim desde pequeno, ele cresce como um motivo de gozação, explícita ou não, por culpa de um grande engano cultural. E assim, ao saber-se discriminado desde que convive em família e em sociedade, cria certas características em sua personalidade que são reacionais ao ambiente. E por isso se faz alegre, prestativo, voluntarioso, decidido e brincalhão, para mostrar o contrário das características que lhe dizem ter de somenos, que de tanto ouvir dizer quase acredita-as verdadeiras no seu sentir, relacionadas ao seu tamanho. E assim são os baixinhos, todos com características semelhantes de personalidade e conduta, além de, pelos mesmos motivos, gostarem demais de aparecer para crescer na imagem.&lt;br /&gt;Pois, eu conheci um camarada desse tipo, que além de baixinho era, e é, médico, ou seja, pelos dois motivos lhe faziam muito pouco caso. Pois o dito brevilíneo, além de ter todas as características citadas como parte integrante da personalidade geral dos baixinhos, para poder aparecer ainda cultivava a mania de conquistador. Conquistador desses que atropelava todas as mulheres ao seu alcance e até além dos parâmetros normais de possibilidade. Já tinha assinalado no "cabo do seu bisturí", diga-se a bem da verdade, diversas presas abatidas e continuava em plena forma. "Um brevilíneo de alcova", como se chamava, posto que do alto de seus quarenta e poucos anos ainda estava em pleno vigor,leia-se furor,segundo sua própria avaliação. Ainda que, pelo seu tamanho e o de seu apêndice erétil, é provável que não precisasse de tanto vigor e energia, assim, para estar em forma, supõe-se.&lt;br /&gt;Mas tinha uma dona que era o seu verdadeiro Waterloo, uma grande derrota para um bravo e destemido conquistador, baixinho, também, como Bonaparte. Refiro-me à sua secretária, a quem há muito tempo ele vinha investindo pesado em presentinhos e cantadas; e nada de conseguir uma conjunção carnal. &lt;br /&gt;Mas, um dia, um tão esperado e abençoado dia, exatamente quando a sala de espera estava superlotada de pacientes, a secretária deu de si, aceitou a bolinada e a proposta do baixinho "sedoutor". E ele, que há muito carregava a vontade armazenada para aquele momento, partiu para o"é pra já". E já foi tirando a gravata e a camisa de forma esbaforida, sem esperar muito e já meio que se enroscando na moça.... A qual, de sua parte, já andava com a saia lá pelos joelhos e acabaram por se possuir em cima da mesa de exames, no consultório.&lt;br /&gt;Acontece que, àquelas alturas, a secretária andava com um antigo atraso sexual e como não sentia o prazer carnal com tanta freqüência,  manifestou sua volúpia e êxtase dando gritos e altos gemidos. E quanto mais se aproximava do clímax, pior era. Foi quando o baixinho, lembrando-se da sala de espera lotada, pediu:&lt;br /&gt;--Diz mais baixinho, meu bem. Diz mais baixinho.&lt;br /&gt;E ela, não entendendo bem o pedido, passou, então, a gritar: &lt;br /&gt;--Mais, Baixinnho! Mais, Baixinho!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Do livro do colunista: "Doses de Risada".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-7223009442375450028?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7223009442375450028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7223009442375450028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/mais-baixinho.html' title='Mais Baixinho!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-7628764672892542681</id><published>2008-04-22T13:26:00.001-07:00</published><updated>2008-05-05T07:25:53.128-07:00</updated><title type='text'>Diarréia nervosa</title><content type='html'>Desde a antigüidade, sabia-se que a sobrecarga do espírito, mais adiante entendido como a nossa mente, influenciava de maneira marcante o nosso corpo no aparecimento de alguns sintomas mórbidos. Mais adiante, através de Freud e seus seguidores e, ainda, Pavlov, pesquisador e fisiologista russo, estes desanuviaram o conhecimento sobre esta relação e entendeu-se, então, muito bem a ligação entre algumas doenças e o poder influente do sistema nervoso central, mente e cérebro.&lt;br /&gt;Assim foi criada uma nova ciência, a medicina psicossomática, cujo fundamento é relacionar circunstâncias de causa e efeito entre uma sobrecarga mental (psico) e suas conseqüências sobre o substrato do corpo(somático), daí seu nome. &lt;br /&gt;E, entendeu-se, então, a influência da ansiedade, por exemplo, na base da gastrite, ou de um desencanto, com forte emoção, na gênese de um enfarto do miocárdio. Ou, ainda, outras situações comuns, como suar nas mãos quando se está ansioso e mesmo não fazer bem a digestão em situações de angústia; tudo por influência da nossa mente. &lt;br /&gt;Na verdade, sabe-se que quando o corpo adoece, ou a mente tem tudo a ver com esta situação ou, então, ela estará muito envolvida, como conseqüência.&lt;br /&gt;Com estes dados como substrato, certa vez um paciente consultou-me num posto de saúde. Chegou aflito, referindo estar com uma diarréia muito intensa já a dois dias; o que justificava a sua palidez e falta de ânimo. Sentia-se fraco, a pele murcha, os olhos sem brilho, referindo uma intensa assadura na região anal de tantas vezes que havia ido ao banheiro, mas não tinha febre. Mesmo assim dei-lhe os medicamentos indicados como se fosse um disenteria e o mandei que voltasse três dias depois, para revisão. Quando então, na sua reconsulta, foi constatada uma ineficácia total da prescrição feita no início. Troquei os remédios e mandei-o que voltasse, novamente, três dias depois. E foi quando voltou, mais fraco ainda, desesperado de tanto padecer por aquele "churriu" insistente.&lt;br /&gt;Dada a eficácia obtida em casos anteriores e com outros pacientes usando as mesmas prescrições que lhe havia ministrado, resolvi mudar o rumo do meu raciocínio. E, então, disse-lhe que aquela deveria ser um caso de diarréia nervosa e que ia prescrever-lhe um tranqüilizante de primeira linha. Dando-lhe inclusive algumas amostras grátis que havia recebido de um laboratório alemão de muita confiança. Entreguei-lhe algumas caixas com comprimidos e a maneira como tomá-los, pedindo-lhe que me procurasse dali a três ou quatro dias. Os quais se passaram e outros mais e o paciente não apareceu; motivo pelo qual concluí que havia se curado e esqueci o caso.&lt;br /&gt;Passados uns quinze dias, fui na lanchonete ao lado do posto para tomar um cafezinho e lá estava o paciente, sentado numa mesa, olhando uma partida de snoocker e, então, o interpelei:&lt;br /&gt;--"Então, fulano, não te disse, aquele último remédio alemão, o calmante, era tiro e queda, não é verdade". E ele, tomando uma tragada de seu cigarro, com o maior ar de paz interior, respondeu:&lt;br /&gt;--"Doutor, neste momento e aqui sentado eu estou me "borrando" pela quarta vez, só agora de tarde. Mas, em compensação, estou numa tranqüilidade absoluta!!".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-7628764672892542681?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7628764672892542681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7628764672892542681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/diarria-nervosa.html' title='Diarréia nervosa'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-3942061672667477738</id><published>2008-04-22T13:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T08:28:14.389-07:00</updated><title type='text'>Considerações sobre o hímen</title><content type='html'>O hímen é uma membrana de espessura e forma variáveis, que se insere no bordo do orifício vaginal, quase sempre de formato semilunar, podendo ainda ser anular ou labiado. Nessa localização, pode ocorrer que o hímen feche quase completamente o entróito da vagina ou, então, que seja complacente, permitindo até o coito sem ruptura. Esta é a descrição anatômica e topográfica feita pelo Prof.H.Rouviére, anatomisnta. A última possibilidade, a do hímen complacente, além de não ser tão comum constitui-se num prato cheio e complicado para os médicos legistas por não poderem afirmar ou afastar, com precisão, se houve ou não conjunção carnal, isso em exames tão mais solicitados no passado, em mocinhas afoitas e antecedendo os casamentos feitos "na marra".&lt;br /&gt;Mas se o hímen é apenas uma membrana, uma pelezinha colocada em determinado local pela natureza, mas de tão elevado valor, porque então às outras membranas do organismo, como à pleura, ao pericárdio ou à membrana timpânica não é dado o mesmo valor? Total, elas também podem se romper ao primeiro suspiro de amor, à primeira paixão ou à primeira cantada! Eis aí um assunto polêmico, cujas opiniões contra ou à favor seriam certamente muito compridas, motivo pelo qual nos limitaremos à breves considerações e pinceladas sobre tema do título. Sem no entanto esgotar os motivos de pelo fato de essa arraigada pelanquinha motivar tanto assunto, controvérsia, ansiedade, curiosidade, aflição, espanto, discussão, supervalorização ou desdém, fofóca, diz-que-me-diz-que, admiração, busca, encontro e separação.&lt;br /&gt;Algumas religiões, como a católica e seus seguidores, dão um valor muito grande à persistência do hímen antes do casamento, que deve ser conservado como se fosse uma flor. Daí o nome dado às senhoritas que o perdem em solteiras.... as defloradas. Outras religiões, ao contrário, têm pelas pelanquinhas um outro ponto de vista, até desvalorizando-as, como no caso da religião judáica, que submete os meninos até o oitavo dia à circuncisão e dizem que sem nunca terem errado apontaria; "por Javé"!&lt;br /&gt;Já outras, pasmem, mostrando a face cruel de determinadas crenças, submetem as meninas de tenra idade, à ablação do clítoris, para que não tenham prazer sexual na vida adulta, uma verdadeira mutilação.&lt;br /&gt;Embriologicamente, na hora da definição do sexo do feto, o clítoris na mulher e o pênis no homem, tem a mesma origem anatômica, ou seja, ao nascer, ou será clítoris ou será pênis e essa ablação feita em meninas, se fosse feita nos meninos seria o mesmo que fazer o que as alunas da Madame LOrena Bobbit(lembram dela?) fazem: Vupt.&lt;br /&gt;Quanto ao ritual da circuncisão e falando sério, independente das motivações religiosas, mas sob o ponto de vista médico, sabe-se que os menores índices de câncer de colo uterino, encontrado em estatísticas ocidentais, está entre as freiras, por não terem vida sexual ativa e nas mulheres judías, por se relacionarem com judeus circuncisados, provavelmente pela circuncisão por facilitar a higiene da glande.&lt;br /&gt;Mas voltando à pelanquinha, o ibope do hímen em determinadas culturas e em determinadas épocas era tão grande que o noivo agradecido dava ao padrinho ou ao patrão benfeitor, a oportunidade de inaugurar a sua noivinha na noite de núpcias, em agradecimento pela proteção no passado. Vejam só, a pobrezinha que vinha guardando a virgindade por tantos anos, dando-lhe um valor inestimável para que, naquele momento solene, o babaca do noivo abrisse mão da inauguração e entregá-la de mão beijada para o patrão. Provavelmente um velho gordo, barbudo e babão, à transformá-la numa pobre.... zinha. Já o esquimó, cuja cultura é completamente singular, não deve dar a mínima para o tal de hímen, a julgar-se por determinadas características de sua conduta sexual. Entre outras coisas exóticas, se assim se pode dizer, esse habitante do Ártico, onde a densidade demográfica é quase zero, quando lhe aparece um visitante a sua satisfação é tão grande e de forma tão desmedida, que é demonstrada no gesto de emprestar a sua mulher ao visitante. E esse, seja ela feia ou não, tem que render o esquimó nas suas obrigações maritais naquela noite, sem poder declinar ou fazer de conta, até porque o iglú é apertadinho, ficam todos embaixo de uma pele de urso polar e o anfitrião, de olhos puxadinhos mas abertos o suficiente para controlar o desenrolar dos fatos, julga de elevada ofensa qualquer recusa. Já pensou se a visita tem a falta de sorte de pegar uma esquimó gorda, daquelas que usa banha de baleia por todo o corpo para se proteger do frio, feito manteiga e o visitante, na hora do pega, ficar escorregando pelos lados?&lt;br /&gt;Mas enfim, nesse particular da existência e da valorização do hímen, para mais ou para menos, enrascada mesmo ficou uma conhecida minha, a Margarida. A referida moça, lá pelos seus quinze anos,teve um namorado, o qual, entre outros benefícios, a inaugurou com pouca pompa, fazendo-a conhecer prematuramenet a verdadeira felicidade. E dessa forma, despetalou a Margarida. Por razões que não vêm ao caso, o relacionamento não prosseguiu e a moça acabou se sentindo marcada por muito tempo.&lt;br /&gt;Os anos se passaram e a Margarida conheceu então, um outro jovem, esse mais casamenteiro e menos rompedor, com o qual noivou, mas do qual mantinha uma distancia regulamentar.Com a aproximação da data do casamento, a noiva começou a ficar aflita com a sua condição prévia e, nas vésperas, ainda sem solução, se viu na obrigada de se abrir com a própria mãe, que desconhecia o estrago feito anteriormente. Mas a mãe, malandra e cancheira que era e na base do mãe é mãe, respondeu-lhe:&lt;br /&gt;--Deixa comigo, minha filha, eu também casei com teu pai nas mesmas condições e enganei ele direitinho. (Quem diría,hem?Safada!).&lt;br /&gt;Vou te ensinar:--Amanhã na hora que vocês forem para o quarto e depois de deitada, tu pega uma pele de salsicha e coloca na entrada da vagina. Na hora da introdução, geme bastante, queixa dor, finge que tá doendo, fala: "devgarinho, meu bem!", derrama umas gotas de mercúrio cromo na região e no lençol e pode ficar tranqüila que ele vai cair direitinho.&lt;br /&gt;No dia seguinte, passada a festa, os noivos se recolheram; a Margarida, então, procedeu exatamente conforme as instruções de sua sábia e cancheira mãe e o noivo nem desconfiou que a moça já havia sido, um dia, mexida. E adormeceram, ela, principalmente, num sono mui tranqüilo depois de tantas noites de agonia.&lt;br /&gt;No outro dia pela manhã, Margarida acordou um pouco antes que o moço, o qual dormia feliz e desaguachado, indo preparar o café e trazer na cama pro maridinho. Qual não foi sua surpresa quando o encontrou, com a pelezinha de salsicha na mão, olhando contra a luz do sol, na janela, de um lado, de outro, embriscadíssimo.&lt;br /&gt;E ela, assustada, mas sem perder o rebolado, perguntou:&lt;br /&gt;--Uéh, querido, nunca vistes um hímen?&lt;br /&gt;E ele:--Hímen eu já tinha visto, mas com carimbo da Sadia é o primeiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-3942061672667477738?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/3942061672667477738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/3942061672667477738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/consideraes-sobre-o-hmen.html' title='Considerações sobre o hímen'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-7383594494726557034</id><published>2008-04-22T13:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T07:54:13.177-07:00</updated><title type='text'>Amor de sogra</title><content type='html'>Corre um grande risco de embrulhar-se aquele que tenta explicar e, mais do que isso, justificar situações enraizadas na cultura popular. Principalmente, quando são situações que lidam com emoções e sentimentos nem sempre conhecidos, que balizam atos e comportamentos emanados das pessoas em geral.&lt;br /&gt;Por isso, arrisco machucar-me ao querer explicar o que se passa na cabeça de genros e noras, bem como de sogros e sogras em seus relacionamentos. Excluo, é claro, aquelas pessoas que, nesta condição de parentesco político, relacionam-se bem, por que entendo que esta condição passa por respeito e afeto por fora e pela projeção de pai ou mãe e de filho e filha entre si, por dentro do inconsciente de cada um.&lt;br /&gt;Dispensando o relacionamento de sogro e genro ou nora, sempre menos complicado e não tão tradicionalmente conturbado como o que se segue, quero discorrer sobre o relacionamento com as sogras. &lt;br /&gt;O costume é de tal forma conhecido como uma relação ruim, a ponto de ser ilustrado na cultura popular por um fato que, quando batemos o cotovelo, bem em cima do nervo cubital, o que desperta uma dormência nos dedos minguinho e anular, em sensação muito desagradável, tal é chamado de “amor de sogra”. &lt;br /&gt;Afora piadas, como: “Sogra deveria ter somente dois dentes, um para doer e o outro para abrir garrafa de cerveja em churrasco”. Exagero, não é verdade?&lt;br /&gt;Embora existam variações entre as boas e más relações com a sogra, a que mais chama a atenção, por ser comum e com alarde, é a clássica má relação; e esta é a que está mais vinculada às características culturais universais. Como tal, constitui-se em um comportamento sem explicação pouco inteligível e nem sempre consciente, algo assim como buscar-se explicar porque as pessoas atiram foguetes na época de São João, arriscando a se lastimar. E por mais que percam seus dedos, não se modificam.&lt;br /&gt;O que mais se aproxima, em termos de explicação, é que existem várias causas para este fato, algumas reais e consistentes, outras nem tanto; mas todas menos importantes que a existência de uma marcada disputa entre as partes. E o melhor exemplo é o que há na relação sogra e nora. No entanto, existe também aquela sensação velada da mãe da filha ter sido roubada em sua criação( envolvido em sabe-se lá que profunda relação, até patológica). &lt;br /&gt;Mas, antes de reconhecermos a disputa como fator freqüente, é preciso considerar-se a personalidade prévia das pessoas que se achegam nesta relação e o grau de respeito prévio existente em cada um(a). E, ainda, o grau de possessividade e dominação sobre o filho, existente na mãe, o qual, com certeza, entrará em choque. Ou com o mesmo defeito na nora ou, se não, com a resistência desta à idéia de que o filho deixou de ser filho e passou a ser marido, de preferência sem  interferências maternas.&lt;br /&gt;São muitos os envolvimentos e as emoções que produzem esta clássica, eterna e universal pendenga. No entanto, todas elas são escoradas, também, por uma necessidade desconhecida da consciência comum, que é o quanto o psiquismo humano precisa de um saco de despejo para suas inconsciências daninhas e espúrias, que faz com que culpemos um alguém( no caso, a sogra) pelos infortúnios, em mecanismos naturais de transferência ou projeção.&lt;br /&gt;A propósito, você sabe porque detesta ratos ou baratas? Pois os mecanismos inconscientes em relação à sogra aqui avaliada são mais ou menos os mesmos, com todo o respeito aos bichinhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-7383594494726557034?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7383594494726557034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7383594494726557034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/amor-de-sogra.html' title='Amor de sogra'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-7844842478712959056</id><published>2008-04-22T13:18:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T08:02:53.990-07:00</updated><title type='text'>Dr. Cabano</title><content type='html'>Meu abastecedor, Doutor Vargas,  de "sepérolas", como chamo os pitorescos "causos" daquela zona de São Sepé, atacou-me novamente para contar mais uma de sua lavra. Contou-me, então, que no fim da década de 50 existia por lá um médico, desses de excelente relação com a população e que clinicara ali por vários anos, antes da ocorrência. Conhecido de todos, com o passar do tempo havia se permitido ser um largadão, às vezes, de bombacha e chinelos, bonachão, desleixado; e havia ficado assim por contraponto, em vista de ter passado uma fração muito longa de sua vida andando sempre de branco e em regime militar rigoroso, do quê confessava-se cansado, pois cumpria plantões no Hospital da Guarnição de Santa Maria, ali perto.&lt;br /&gt;Sem problemas econômicos, dada a sua vasta clínica, quem podia pagar pagava bem, quem não podia não pagava, tornou-se famoso. Mas, famoso, não só por isso, como também por seu comportamento na vida privada, sempre rodeado de mulheres da zona e outros cultivares de cujo meio, por ter passado muito tempo solteirão, era assíduo freqüentador e onde alimentava nelas as fantasias dele ser, um dia, uma espécie de seu redentor. Uma espécie de príncipe que pudesse tirar uma delas daquela vida, levá-las a um altar e encaminhar-lhes a uma vida de família;  aliás, anseio comum na espécie. E, embora fosse competente na profissão, tomava verdadeiras carraspanas alcoólicas no gozo da vida fácil, até com certo risco.&lt;br /&gt;Naquela época, o carro importado mais caro que existia era um  modelo da marca Chevrolet, chamado Impala e ele tinha um destes, lindíssimo quando novo. Mas, o desleixado, vamos chamá-lo de Dr.Cabano, ao longo dos anos, motivado também pelos seus fogonaços, foi perdendo partes do carro, das que não impediam a trafegabilidade do veículo, como parachoques e paralamas. Peças importadas, a concessionária por ali não existia, tudo muito difícil e ele foi deixando estar; até que o carro passou a chamar mais a atenção por sua condição de carcaça do que pela antiga beleza.&lt;br /&gt;Um dia, de manhã cedo, saído uma de suas típicas noitadas e mal dormido, ainda sob efeitos sonolentos do álcool, se pôs na estrada, vestido com aquela roupa branca que sonhava um dia desfazer-se; ia dar plantão na guarnição de hábito. Foi, mais ou menos, na época em que estavam asfaltando a estrada para Santa Maria, quando logo ali pelo Passo do Verde, onde, antigamente, tinha uma ponte pencil, foi atacado por um guarda rodoviário, que ele, doutor, julgou que talvez lhe conhecesse. &lt;br /&gt;O guarda pediu-lhe a carteira de habilitação e ele, mal humorado e dando-se conta que não fora reconhecido pelo guarda, respondeu-lhe que não tinha. A carteira de identidade? Igualmente, não tinha. E os papéis do carro? Não tinha.&lt;br /&gt;O guarda, então, resolveu chamar-lhe a atenção:&lt;br /&gt;--"Como pode uma situação.....?!” &lt;br /&gt;Foi quando o infrator resolveu dizer que era médico e que estava indo dar plantão no hospital do exército, o que justificava, para o guarda, aquela roupa branca. E este, mudando o tom da conversa e já meio que dispensando o motorista, completou:&lt;br /&gt;----Ah, o senhor é do quartel?&lt;br /&gt;----Sou, sim senhor.&lt;br /&gt;----E qual é o seu posto?&lt;br /&gt; O Dr. Cabano, que estava atrasado, mal dormido e com pouca disposição, completou:&lt;br /&gt;----Na verdade, Seu Guarda, não sei; disse como quem carregasse uma antiga interrogação. Não há de ver que lá tem um tenentezinho que chega a se descoser batendo continência pra mím; mas, por outro lado, existe um major de merda que vive me mijando.... Portanto, desconfio que sou capitão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-7844842478712959056?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7844842478712959056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/7844842478712959056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/dr-cabano.html' title='Dr. Cabano'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-8396779205809752228</id><published>2008-04-07T06:07:00.001-07:00</published><updated>2008-05-05T13:37:02.425-07:00</updated><title type='text'>Outra daquelas</title><content type='html'>Escrever foi uma boa descoberta que me fiz depois dos cinqüenta anos; e que me dá muito prazer, principalmente quando percebo que, no papel, as idéias, os pensamentos e as opiniões tornam-se mais consolidadas, mais claras e mais verdadeiras. Além do que, o seu poder de difusão e o público atingido é muito maior e mais direto através da escrita. Prefiro, entretanto, fazê-lo nas colunas de jornais e por esta via, mais que em livros, pois os primeiros proporcionam a chance de que o público diário esteja em contato ou em pronta resposta, opinando sobre os temas, diariamente. No supermercado, na rua, nos locais de trabalho, na própria página, dizendo aquilo que o escritor mais gosta de ouvir; gostei ou não gostei, concordo ou não com tal ou qual opinião emitida, recentemente. Tudo feito de forma fresquinha, qual um ibope instantâneo.&lt;br /&gt;A este respeito, venho observando que quando escrevo sobre assuntos sérios – penso eu – ouço, ou muitos comentários, ou poucos deles; e às vezes nenhum. No entanto, quando escrevo sobre situações hilariantes, os comentários e aplausos são unânimes. Assim foi com o“ Mais, mais Baixinho!”de há pouco, o que me induziu a contar “outra daquelas”.&lt;br /&gt;Um comandante de Boing-747-300, um daqueles monstros em tamanho e potência, depois de meia hora de vôo, em que despendeu esforço máximo para tirá-lo do chão e subir até a altura necessária para o cruzeiro, com marcado esforço físico e mental, depois de nivelar a aeronave, ligou o alto-falante para o interior onde estavam os passageiros, pegou o microfone e passou-lhes a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;--“Senhoras e senhores, atingimos a altitude ideal de vôo de 10.000 metros de altura, a uma velocidade de 1.200 Km por hora. Voaremos a essa velocidade, chegaremos ao nosso destino a tal hora, a temperatura local é de tantos graus, uma boa viagem e muito obrigado”.&lt;br /&gt;Recolocou o microfone no seu devido lugar e, esquecendo de desligar o alto-falante que havia ligado para comunicar-se com o compartimento dos passageiros e disse ao co-piloto:&lt;br /&gt;--“Pode assumir o comando que eu vou dar fazer dar uma cagada e depois vou "comer" a aeromoça”.&lt;br /&gt;E toda esta conversa passou para o resto da aeronave; os passageiros se entreolharam, a aeromoça envolvida apavorou-se e saiu correndo desde o fundo do corredor ada aeronave, onde se encontrava, em direção a cabina de comando para avisar da gafe. Quando então, tropeçou no pé engessado de uma senhora idosa que o tinha estendido para fora de seu banco, no corredor de passagem. E se estatelou no chão.&lt;br /&gt;Ao que a senhora idosa, num gesto de bondade, disse à aero-moça que levantava-se:&lt;br /&gt;--- "Calma, minha filha, não te afoba tanto. Ele disse que primeiro ia dar uma cagada.....!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-8396779205809752228?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/8396779205809752228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/8396779205809752228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/outra-daquelas.html' title='Outra daquelas'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-847108170984911288.post-2252090002059407232</id><published>2008-04-07T06:06:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T13:44:09.791-07:00</updated><title type='text'>Sepérola</title><content type='html'>O Dr.L.A.Vargas, mercê de sua "cardiolagice" eficiente e de uma inata empatia que o faz sentir o drama de seus pacientes, é um colega de merecida, fiel e cativa clientela, a qual lhe toma todo o tempo. Fora isso, quando lhe sobra algum, dá demonstrações de sua veia prosaica ao verter estórias e estórias acontecidas lá pelo seu São Sepé, as quais dariam um livro já sugerido e pouco acatado. Às quais estórias as chamo de “sepérolas”.&lt;br /&gt;Há poucos dias, comentando a admiração do Bush ao sentir a resistência inesperada do Saddan, na invasão do Iraque, saiu-se com mais uma.&lt;br /&gt;Contou que lá na sua terra, muitos anos atrás, tinha um barbeiro de profissão de nome Ney Costa, que pela posição em que ficava em relação seus fregueses durante o trabalho alguns o chamavam de “Ney pelas costas”. O qual, em um belo fim de semana, vestiu a sua roupa de linho branco, chapéu “panamá”, sapatos de duas cores próprios pra uma garufada e se foi para Stª. Maria. Ia visitar um bordel que ficava "pra lá de Bagdá".&lt;br /&gt;Lá chegando, sentou-se no salão, onde estavam alguns homens bebericando e um casal em uma mesa. Observou-os; ela, a única mulher no recinto amorosamente acompanhada tomando uma "cubalina"; e o galã, parecia que tomava um run com cerveja, grande balaço.&lt;br /&gt;Pediu algo para beber e esperou a ver se aparecia mais alguém que pudesse tirar-lhe o atraso de amor carnal. Como tal não aconteceu, deu de mão num pedaço de papel e lascou um bilhete ao moço acompanhado: “Tens cinco minutos para deixar a moça sozinha e aos meus cuidados!!”; e mandou o garçom entregar.&lt;br /&gt;Lido o bilhete e tomando conhecimento de relancina de seu remetente, o"cuera" fez do papel um canudo, prendeu fogo em uma ponta e acendeu seu cigarro. Passados os cinco minutos, sem relutar muito, o Ney enveredou em direção ao dito cujo e perguntou:&lt;br /&gt;--"Entendestes o que escrevi?"&lt;br /&gt;Quando, então, levantou-se um camarada multiplicado de altura e largura e que a penumbra disfarçara, um provável lutador de “catch”, que deu uns dois, três tabefes no interpelante, deixando no chão.&lt;br /&gt;A moça, então, no afã do deixa-disso, pegou o par pelo braço e disse:&lt;br /&gt;-- Vamos “meu Califa”; e saíram.&lt;br /&gt;O Ney, levantando-se a seguir, tirando o pó da roupa com o auxílio do seu chapéu e com cara de espanto, entre um sentimento admirado e desmoralizado com a surpreendente resistência encontrada, mas sem perder a empáfia e arrogância, lascou perplexo:&lt;br /&gt;“--Mas, quê camarada violento!!!!”.&lt;br /&gt;Poderia ser diferente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/847108170984911288-2252090002059407232?l=jbtpiadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2252090002059407232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/847108170984911288/posts/default/2252090002059407232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpiadas.blogspot.com/2008/04/seprola.html' title='Sepérola'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
